Em seu livro A Riqueza das Nações, de 1776, Adam Smith dialoga a respeito dos resultados do que ele mesmo chamou de trabalho “produtivo” e “improdutivo”. O primeiro produzia bens que podiam ser armazenados após a produção e posteriormente trocados por dinheiro ou outros itens de valor. Mas o trabalho improdutivo criou serviços que pereciam no momento da produção e, portanto, não contribuíam para a riqueza.

Hoje, a lista das 500 maiores marcas em faturamento inclui mais empresas de serviços do que fabricantes. A contribuição da indústria de serviços para o PIB global está aumentando a cada ano e atingiu 65% em 2019.

O que tem impulsionado a transição da manufatura para os serviços?

Desde os dias em que Adam Smith discursava a respeito das riquezas, muitas mudanças resultaram no crescimento do setor de serviços. A mais recente, e uma das mais significativas, é a transformação digital.

É por meio dela que as empresas oferecem produtos como um serviço, em vez de vendê-los como um objeto físico — algo profundamente acurado quando falamos em produtos de software, que antes eram distribuídos em disquetes ou CDs, e agora estão disponíveis como um serviço em nuvem.

A transformação digital usa a tecnologia para criar possibilidades que não existiam, até então. A disponibilidade simultânea de computação em nuvem, tecnologia móvel, análise de Big Data, redes sociais, IoT e inteligência artificial permite que as empresas coletem, armazenem e compartilhem informações em diversas plataformas, tomem decisões melhores e mais rápidas — e em tempo real — ou acessem dados e aplicativos a qualquer hora e de qualquer lugar.

Ao se concentrar no resultado desejado para o cliente, as empresas estão usando essas tecnologias para oferecer seus produtos “como um serviço”. Por exemplo, um fabricante de caminhões vende seus produtos para empresas de transporte que usam-nos para transportar cargas de um local para outro. O valor de uma empresa de transporte consiste em levar cargas de forma confiável, não em possuir e manter caminhões.

Assim, o fabricante pode oferecer à empresa de transporte a utilização de seus caminhões sem ter que comprá-los e pagar apenas pelo uso real. Com a tecnologia, o fabricante do caminhão pode coletar e analisar dados dos seus veículos e usá-los para fornecer informações de valor agregado, como manutenção preventiva ou otimização de combustível. Dessa forma, as duas empresas podem se concentrar no que sabem melhor (caminhões e logística).

Em outra linha do mercado, podemos analisar o custo e a complexidade dos escâneres de ressonância magnética, sistemas de radiologia e outros softwares de saúde, que estão mais e mais populares nos orçamentos do segmento. Os fabricantes desses sistemas, como a Philips, estão, portanto, transformando seus modelos de negócios de transações (venda de produtos) para relacionamentos (vendas de resultados). A empresa usou tecnologias digitais avançadas para transformar seus processos internos e atender às expectativas do cliente fornecendo benefícios mensuráveis ​​em tempo real, como o aumento nas taxas de utilização e disponibilidade de sistemas. 

A Philips, agora, oferece seus sistemas “como serviço”, cuidando do processamento de imagens, armazenamento de dados, manutenção do sistema e assim por diante. Isso tira um grande fardo da equipe do hospital que pode, em vez disso, dedicar mais tempo à experiência dos seus pacientes.

Esses são apenas dois exemplos da tecnologia sendo usada para oferecer um serviço em vez de vender um produto. Existem muitos outros, e que são aprimorados pelo uso de soluções simples, como os aplicativos de smartphone, que oferecem um serviço sem a necessidade de adquirir software ou hardware (em alguns casos, é cobrada uma taxa recorrente). 

Embora a tecnologia capacite essas empresas, o resultado é um serviço. As empresas que entendem a necessidade da transformação digital devem entender que a tecnologia desempenha um papel importante, mas que o objetivo é a transformação do serviço.

Quer saber como a transformação digital pode também impactar a sua empresa? Conheça as soluções corporativas da Huawei!

Este artigo foi útil?

Obrigado pela avaliação!

Sim Não

Escrito por:

Marketing Huawei

Deixe seu comentário

Nome * Campo Obrigatório
E-mail * Campo Obrigatório * E-mail Inválido