A Comissão Europeia tem dois objetivos principais para os próximos cinco anos: a transição para um ambiente mais limpo e uma economia verde com a ajuda dos objetivos definidos no Acordo Verde Europeu; e novos progressos no sentido de moldar uma Europa preparada para a Era Digital. Essas duas ambições estão interligadas e apresentam desafios e oportunidades para os negócios.

Afinal, a digitalização vem com a demanda por mais habilidades digitais que podem garantir uma economia mais verde. Precisamos equipar todos com as habilidades necessárias para garantir que a implementação da digitalização ocorra de forma eficiente. Isso envolve, entre outras coisas, o aprimoramento de habilidades em todas as partes da economia, o que também representa um grande desafio. 

Os Estados-Membros devem se concentrar no desenvolvimento de competências e “empregos verdes digitais” e na definição de “empregos verdes” e “competências verdes” de diferentes formas.

Importante destacar o quanto isso é valioso para o continente europeu. Pois essa mudança ajuda a conceber e implementar políticas e iniciativas eficazes para promover novas competências e enfrentar os desafios relacionados à sustentabilidade.

Bom exemplo disso é a inteligência artificial, um verdadeiro capacitador fundamental dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, conforme descrito na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. 

Tudo porque, a sua utilização pode contribuir potencialmente para muitas das metas dos ODS. Por esse motivo, a alfabetização em IA e a capacidade de ler e interpretar dados podem ser consideradas habilidades digitais “verdes”. Além disso, de acordo com relatórios da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e SAWYER, outras habilidades digitais “verdes” incluem:

  • habilidades estratégicas e de liderança que permitem aos formuladores de políticas e executivos de negócios definir os incentivos certos e criar condições que conduzam a objetivos como produção e transporte mais limpos;
  • capacidade de adaptação e habilidades transferíveis para permitir que os trabalhadores aprendam e apliquem as novas tecnologias e processos necessários para tornar seus empregos mais verdes;
  • conscientização ambiental e vontade de aprender sobre desenvolvimento sustentável;
  • habilidades empreendedoras para aproveitar as oportunidades das tecnologias de baixo carbono;
  • habilidades de inovação para identificar oportunidades e criar novas estratégias para responder aos desafios verdes;
  • habilidades de marketing para promover produtos e serviços mais verdes;
  • habilidades de consultoria para aconselhar consumidores sobre soluções verdes e difundir o uso de tecnologias verdes.

As associações da indústria podem desempenhar um papel fundamental na identificação das habilidades necessárias e no desenvolvimento de suas próprias respostas de treinamento. 

Assim, em vez de prepararem eles próprios os programas de treinamento, também poderiam cooperar com os sistemas de educação e treinamento. 

A alfabetização digital contribuiria muito para esse fim. No entanto, em termos de necessidades de mercado, é seguro dizer que as competências digitais constituem a base para a construção de competências mais avançadas – sejam verdes ou não.

Se olharmos para a educação, por exemplo, o acesso ao ensino à distância pode ser buscado por meio da conectividade e de habilidades digitais básicas, como o acesso a aulas online por meio de qualquer dispositivo: um telefone, um tablet, um laptop ou um computador pessoal.

As oportunidades ligadas ao ensino a distância e ao teletrabalho devem ser consideradas como as principais prioridades no contexto de qualquer discussão sobre competências. Do ensino básico ao nível universitário, aproximar os alunos das tecnologias digitais ajudará a educar os trabalhadores de amanhã para uma forma de trabalho mais sustentável e acessível.

A estratégia industrial da Europa reflete a necessidade de novas formas de pensar e trabalhar para levar ao objetivo duplo declarado da UE de uma transição verde e digital.

Na sua estratégia industrial, a Comissão demonstrou disponibilidade para conceber e criar soluções conjuntamente com a indústria, os parceiros sociais e todas as outras partes interessadas. 

Como tal, a Comissão criará um novo fórum para trabalhar em estreita colaboração com todos os decisores públicos e partes interessadas privadas e monitorizar o progresso da estratégia numa base contínua – isto é algo que saudamos calorosamente.

O setor precisa ser incentivado a definir roteiros para a neutralidade climática e a liderança digital. Isso deve ser apoiado por meio da cooperação entre os setores público e privado para ajudar a indústria a desenvolver tecnologias que atendam a seus objetivos, como tem sido feito com sucesso em alianças industriais. 

A Alliance for Batteries Technology, Training and Skills (ALBATTS) relata que as alianças já provaram ser benéficas na área de baterias, plásticos e microeletrônica. A transição digital será um fator de sucesso decisivo para uma agenda verde global. Ambos precisam trabalhar lado a lado, pois as melhorias digitais otimizarão a eficiência na economia verde, aumentando assim as chances de liderar uma transição verde globalmente.

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Escrito por:

Marketing Huawei

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