Talvez, você já tenha visto a hashtag #buildbackbetter — ou variações dela — recentemente, por toda a parte. E a verdade é que não é a primeira vez que essa expressão ganhou destaque público. Ela apareceu pela primeira vez em 2015, como parte da Estrutura oficial de Sendai na recuperação de desastres que foi adotada durante a Conferência Mundial da ONU sobre Redução de Risco de Desastres no Japão. 

Hoje, no entanto, o termo está sendo usado de forma muito mais ampla para ajudar a enquadrar as discussões sobre os planos de recuperação durante a pandemia da COVID-19. 

#buildbackbetter, portanto, significa reconstruir de maneira ainda mais impactante do que é agora. O que inclui infraestrutura, habilidades e um foco ainda maior em inovação. Por exemplo: a administração do presidente Biden, dos EUA, vinculou a hashtag #rebuildbetter ao seu ambicioso programa de estímulo fiscal que pode chegar a US$ 1,9 trilhão.


Para outros países e organizações, contudo, a frase está sendo usada em um contexto ainda mais amplo. O que pode sinalizar uma oportunidade e uma transformação social ambiciosas.

E faz todo sentido! Afinal de contas, temos o dever de nos reconstruir a partir das lições que a pandemia trouxe para a sociedade, usando-as com sabedoria e resiliência para prevenir novos desastres. Acreditamos que isso também significa um investimento acelerado em novas tecnologias de banda larga móvel e fixa para melhorar os resultados de saúde e educação e, quem sabe, promover uma igualdade social mais justa. E por que não priorizar a implantação de energia sustentável, descarbonizar nossas economias e mitigar as mudanças climáticas e mais uma série de ações de reconstrução e melhorias inquestionáveis para um futuro mais próspero?

Isso tudo parece muita ambição? Perceba que, na verdade, muitos influenciadores já estão avançando com ideias e planos similares, e que visam promover essa agenda progressiva, com tecnologias digitais como um dos seus pilares para ajudar países a cumprirem as metas de desenvolvimento sustentável da ONU. E a Huawei teve o privilégio, no início de 2021, de se reunir com muitos desses líderes e aprender com eles. Seguem alguns dos principais insights de nosso simpósio “Conectados para a Prosperidade Compartilhada”.

Catherine Chen

A vice-presidente sênior e membro do conselho da Huawei abriu a discussão. Ela enfatizou como precisamos nos unir para confiar no poder da tecnologia como uma força do bem. Chen explicou como melhorias pequenas e interativas nas capacidades tecnológicas podem levar a grandes mudanças impactantes ao longo do tempo. Ela explicou como a Huawei fez parceria com outras empresas para permitir conectividade inteligente e soluções de energia solar com essa abordagem em mais de 60 países. Algo que, inclusive, já contribuiu para uma redução das emissões de CO2 em 148 milhões de toneladas.

Siddarth Chatterjee

O Coordenador Residente das Nações Unidas na China falou de sua experiência no Quênia sobre como as parcerias entre o governo e a comunidade empresarial (incluindo empresas de tecnologia como a Huawei) foram fundamentais para provar o sucesso de iniciativas de telemedicina com boa relação custo-benefício. As melhorias na qualidade de vida dos habitantes locais foram tantas, que esse teste pioneiro vai ser ampliado nacionalmente.

Dato Saifuddin bin Abdullah

O Ministro das Comunicações e Multimídia da Malásia descreveu como todos os 17 ODS foram incorporados ao Décimo Primeiro Plano da Malásia para 2016-2020. 

O ministro exaltou o uso da transformação digital para ajudar no desenvolvimento econômico sustentável da Malásia. Por exemplo, o plano MyDIGITAL para a Malásia inclui:

  • fortalecimento da conectividade existente por meio do Projeto Rede Nacional;
  • aumento da conectividade do país à rede internacional de submarinos;
  • investimento de até 15 bilhões de Ringits da Malásia (US$ 362,75 milhões, aproximadamente) para provedores de serviços de nuvem no mercado interno;
    mais agilidade na implementação do 5G — agora, até o final de 2021.

María Reyes Maroto

A Ministra da Indústria, Comércio e Turismo da Espanha falou sobre como o governo do seu país planeja garantir que a digitalização coloque a sustentabilidade no centro de suas aplicações.

Maroto explicou que a transformação digital vivida na Espanha teve alguns reflexos positivos, avaliando a possibilidade de economia no uso de energia e reduzindo a necessidade de transporte por meio do teletrabalho. 

A Estratégia de Política Industrial da Espanha, para 2030, vai direcionar € 140 bilhões nos próximos seis anos, incluindo 37% do investimento dedicado à transição ecológica e 33% à transição digital.

Vunnaporn Devahastin

A secretária-geral da Comissão Nacional de Economia e Sociedade Digital da Tailândia, Ministério da Economia e Sociedade Digital articulou o quão comprometido o governo está em acabar com a exclusão digital na Tailândia, e se tornar um pioneiro a ser seguido por outros. 

O Projeto Pracharat Internet, por exemplo, fornecerá 24.700 pontos de serviço de internet de banda larga para o público usar gratuitamente. Os 2.277 Centros Comunitários Digitais do governo irão promover e ensinar habilidades e consciência digital, cobrindo 77 províncias.

László Palkovics

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação da Hungria enfatizou o compromisso de seu governo com uma agenda verde. A Hungria, afirmou ele, é um dos 21 países do mundo que alcançou crescimento econômico ao mesmo tempo em que reduziu suas emissões de dióxido de carbono. 

Além disso, o país planeja tornar neutra a produção de 90% de eletricidade, em relação ao CO2, até o ano de 2030, utilizando redes inteligentes e tecnologias solares inteligentes, entre outras soluções.  Sua Estratégia Nacional de Digitalização se concentra em quatro pilares principais: infraestrutura digital, habilidades digitais, economia digital e governo digital.

Pedro Nuno Santos

O Ministro das Infraestruturas e Habitação de Portugal frisou que o seu país tem plena consciência da necessidade de aproveitar as últimas tendências em avanços tecnológicos para prosperar no futuro.

Seu governo pretende aproveitar as agendas da bioeconomia circular e de transformação digital, pretendendo posicionar Portugal como um polo de desenvolvimento dos ecossistemas digitais do futuro.

Stefania Giannini

A Subdiretora-Geral da UNESCO sugeriu que uma das principais lições causadas por essa crise sanitária, principalmente, foi que o acesso universal e acessível à Internet é crucial para o acesso a serviços públicos essenciais. O que também ajuda a construir a resiliência dos sistemas de aprendizagem.  Devemos, portanto, priorizar as lacunas existentes nos países menos desenvolvidos e grupos vulneráveis.

Giannini também descreveu como a UNESCO está ajudando os ministérios da educação e outros parceiros no Egito, Etiópia e Gana na implementação de um projeto de três anos (2020-2023) para projetar, testar um piloto e ampliar os Sistemas de Escolas Abertas habilitados para tecnologia.

Frances Fitzgerald

Complementando esse sentimento geral de reconstrução, o membro do parlamento europeu afirmou que a internet permite aos indivíduos a busca, o recebimento e a transmissão de informações e ideias de todos os tipos de forma instantânea e econômica, além das fronteiras nacionais. Como tal, tornou-se um “facilitador” de outros direitos humanos.

Em sua mensagem para o Dia Internacional da Mãe Terra, em 2020, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse: “A crise atual é um alerta sem precedentes. Precisamos transformar a recuperação em uma oportunidade real de fazer as coisas certas para o futuro”.

Felizmente, muitos influenciadores estão atendendo a essas palavras e reconstruindo o mundo com as tecnologias digitais desempenhando um papel crucial!

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Escrito por:

Marketing Huawei

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