Na estrutura das companhias, a cibersegurança é uma das estratégias que vêm ganhando cada vez mais relevância. 

Organizações de todos os segmentos coletam, processam e armazenam uma quantidade sem precedentes de dados. Muitas dessas informações são classificadas como sensíveis, sendo que o acesso ou a exposição não autorizada podem gerar consequências graves e prejuízos para as companhias.

A ameaça cibernética global evolui em um ritmo acelerado, com um número crescente de violações de dados a cada ano. De acordo com um relatório da RiskBased Security, 7,9 bilhões de registros foram expostos por violações de dados apenas nos primeiros nove meses de 2019. Esse número é mais que o dobro (112%) do número de registros expostos no mesmo período de 2018.

Com a escala de ameaça cibernética avançando em uma curva crescente, a International Data Corporation prevê que os gastos mundiais em soluções de cibersegurança devem chegar à marca de 133,7 bilhões de dólares até 2022.

Todos estes números mostram a grande necessidade de investir na segurança de dados. Por isso, neste post, abordamos o conceito e a importância desta estratégia.

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Cibersegurança: conceito e aplicabilidade

A cibersegurança é o conjunto de boas práticas e medidas tecnológicas definidas pela empresa para assegurar a proteção de computadores e servidores, dispositivos móveis, sistemas e programas, redes e dados contra qualquer tipo de ataque malicioso.

Atualmente, essa é uma estratégia fundamental para garantir a continuidade dos negócios, bem como evitar prejuízos para as pessoas físicas e jurídicas.

Vale destacar que a cibersegurança e a segurança da informação não são sinônimos. Embora muitas vezes sejam apresentados como tal, na prática, o significado e a função de cada conceito é diferente.

  • Segurança da informação: tem como foco a redução de riscos para garantir a proteção, integridade e confidencialidade dos dados sigilosos de uma empresa;
  • Cibersegurança: é uma parte da estratégia de segurança da informação que visa definir métodos e tecnologias para evitar as ameaças que colocam em risco os dados processados, armazenados e transportados pelos sistemas de informação através do meio digital. 

Por que investir em cibersegurança?

Investir em cibersegurança é garantir a integridade e segurança de dados da sua empresa.

No cenário de transformação digital, a cibersegurança ganha ainda mais importância. Com a indústria 4.0 e a adoção de novas tecnologias, como Inteligência Artificial (IA), machine learning e Internet das Coisas (IoT), a base de dados corporativos cresce rapidamente.  

De tal modo, com a infraestrutura corporativa digitalizada, a cibersegurança é indispensável para que as empresas consigam manter suas informações em sigilo, protegendo também os dados pessoais dos clientes e colaboradores.

Além disso, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) está em vigência no Brasil desde setembro. De acordo com as diretrizes da legislação, as empresas precisam se adequar às novas exigências para garantir a segurança de dados de todos os seus stakeholders

A LGPD prevê uma série de sanções, incluindo multas para empresas que descumprirem os requisitos. As penalidades serão aplicadas somente a partir de setembro de 2021. Mas, ainda assim, o ideal é que as companhias busquem estar em conformidade desde já.

Tipos de ameaças virtuais

A transformação digital avança a passos largos. Empresas de todos os segmentos investem em tecnologias disruptivas, como robôs assistentes, os chatbots, e dispositivos inteligentes conectados. Com isso, o volume de dados corporativos é crescente.

Em paralelo, o volume e a sofisticação dos ciberataques também aumentam. De acordo com dados da Fortinet Threat Intelligence Insider Latin America, o Brasil sofreu mais de 3,4 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos de janeiro a setembro. 

O número é bastante expressivo, já que representa quase ¼ do um total de 20 bilhões de ameaças registradas em toda a América Latina e Caribe.

De maneira geral, os ataques cibernéticos são motivados por três razões principais: 

  • ganho financeiro ou ruptura de um sistema;
  • coleta de informações com motivação política;
  • invasão de sistema eletrônico para causar pânico ou medo.

Os cibercriminosos usam vários métodos para invadir a base de dados corporativa. A seguir, listamos os mais comuns:

Malware

O malware é uma das ameaças cibernéticas mais utilizadas.

O software malicioso é uma das ameaças cibernéticas mais usadas para interromper ou danificar o computador de um usuário. Geralmente, o malware é enviado como anexo em um e-mail suspeito não solicitado ou mesmo ao fazer o download de um aplicativo que parece legítimo.

Geralmente, o malware é usado por cibercriminosos para ganhar dinheiro ou em ataques com motivação política.

São vários os tipos de malware usados nos crimes cibernéticos. Veja os principais:

Vírus

O vírus é um programa que se propaga automaticamente. Ele tem a capacidade de se auto replicar e se espalhar por todo o sistema do computador, infectando arquivos com código malicioso.

Trojans

Os famosos cavalos de tróia nada mais são do que um tipo de malware disfarçado de software legítimo. Os usuários fazem download e executam os trojans, que criam uma porta de acesso ao computador para uma possível invasão, sem a autorização do usuário.

Spyware

O programa registra secretamente tudo o que o usuário faz. De tal modo, os cibercriminosos podem usar essas informações na sequência. O spyware captura senhas e informações do cartão de crédito.

Ransomware

O Ransomware é um malware conhecido por bloquear o acesso do usuário aos seus arquivos e dados. O software exibe mensagens que exigem o pagamento de uma taxa de resgate para que o sistema volte a funcionar. Caso contrário, os dados podem ser eliminados ou vazados publicamente. 

Adware

Este software exibe uma grande quantidade de anúncios sem a permissão do usuário. Um adware pode eliminar as configurações de segurança para rastrear as atividades do usuário e exibir anúncios onde ele não teria acesso.

Botnets

Os Botnets são redes de computadores infectados por malware e usadas pelos cibercriminosos para execução de tarefas online sem a autorização do usuário.

Cavalos de tróia especiais permitem a violação da segurança de computadores de vários usuários. Assim, ao assumir o controle de cada máquina, os cibercriminosos organizam as máquinas infectadas em uma rede de “bots” gerenciada remotamente e utilizam para finalidades duvidosas, como campanhas de spam em larga escala.

Injeção SQL

Através da injeção SQL, os hackers têm acesso e extraem informações sigilosas do banco de dados. 

Esse é o tipo de ataque cibernético no qual o hacker insere comandos maliciosos (sql queries) em um banco de dados usando os campos de formulários ou de URLs de uma aplicação vulnerável. O objetivo é acessar e extrair informações sigilosas do banco de dados. 

Phishing

O Phishing é uma das técnicas usadas para quebrar a segurança de dados. Na prática, os hackers usam todo tipo de fraude e truques de engenharia social para manipular as pessoas, direcionando-as de modo que elas entreguem informações confidenciais, como dados de documentos e cartão de crédito.

Isso acontece porque a interação parece ser com uma empresa legítima pedindo informações confidenciais. 

Ataque man-in-the-middle

Neste tipo de ataque cibernético, o criminoso intercepta a comunicação que o usuário estabelece em diferentes interações como trocas de e-mails, transações bancárias e conversas online.

O hacker monitora o conteúdo e pode usá-lo a favor dele. Por exemplo, em uma rede WiFi insegura, um invasor pode interceptar os dados transmitidos do dispositivo do usuário e da rede.

Ataque de negação de serviço

Também conhecido como DDoS (Distributed Denial of Service) Attack, este tipo de ataque consiste em tornar sistemas indisponíveis para seus usuários.

Os cibercriminosos configuram o computador para que ele não seja capaz de responder às solicitações legítimas, sobrecarregando as redes e os servidores com tráfego. A ação torna o sistema inutilizável, impedindo, por exemplo, uma organização de conduzir suas atividades depois de um ataque DDoS a um servidor.

4 dicas para garantir a segurança de dados da empresa

Confira as boas práticas que sua empresa pode seguir para garantir a segurança de dados.

Diante de tantas ameaças, as empresas têm o desafio de construir uma estratégia de cibersegurança consistente e eficaz. Afinal, à medida que a tecnologia avança, os riscos digitais também se multiplicam. 

Mas, então, como se proteger contra as ameaças cibernéticas? Algumas boas práticas de segurança podem ajudá-lo a manter a segurança de dados da companhia. Veja só:

1- Atualização de software e sistema operacional

Sempre que você atualiza o sistema, a companhia passa a contar com os patches de segurança mais recentes, aumentando o nível de segurança de dados.

2- Instalação de firewall, antispam e antivírus

Essas são as soluções de segurança que trabalham para detectar e remover ameaças. Quando combinadas em uma estratégia completa de proteção de dados, elas ajudam a garantir a chamada segurança de endpoint, essencial para proporcionar acesso remoto livre de ameaças.

3- Educação do time de profissionais

Tão importante quanto ter excelentes ferramentas de segurança de dados é contar com a colaboração e o comprometimento dos profissionais. Eles precisam entender porque a cibersegurança é importante, conhecer os riscos da rede e saber como colaborar para manter a segurança de dados.

Portanto, vale seguir algumas boas práticas:

Incentive o uso de senhas fortes

Estabeleça um padrão, exigindo números, letras e caracteres especiais, para compor uma senha corporativa única que não deve ser usada em outro sistema ou aplicativo.

Periodicamente, solicite a troca de senha para cada usuário. Além disso, deixe claro que as senhas não podem ser compartilhadas entre colegas de setor.

Lembre os usuários dos cuidados no uso do email

A caixa de entrada de emails de um colaborador pode ser a porta para malwares. Portanto, lembre os colaboradores que eles não devem abrir anexos de e-mail de remetentes desconhecidos.

4- Autenticação em dois fatores

Para fortalecer a estratégia de cibersegurança, a companhia precisa pensar em maneiras de gerenciar o acesso e a permissão de cada usuário. Ao usar a autenticação em dois fatores, a empresa garante que o colaborador é, de fato, quem ele diz ser.

A técnica dificulta a ação de invasores, já que, neste caso, saber o login e a senha é insuficiente. O usuário precisa indicar o número correto do token gerado para acessar a rede corporativa.  

Soluções Huawei

De acordo com a pesquisa realizada pela ICTS Protiviti, consultoria de gestão de riscos e compliance, mesmo após a sanção da LGPD, 82% das empresas permanecem atrasadas com as ações de adequação aos novos requisitos de segurança de dados.

Na prática, as companhias precisam investir em uma estratégia de segurança da informação completa, com destaque para a cibersegurança. E para atender às demandas das organizações, a Huawei oferece o Sistema de Inteligência de Cibersegurança.

A solução assegura proteção contra ataques persistentes e avançados, também conhecidos como APT, usando tecnologias como análise de Big Data e aprendizado de máquina. O sistema da Huawei garante: 

  • Detecção abrangente de eventos com base nas kill chains de APT e na correlação e combinação de ameaças;
  • Colaboração entre dispositivos de segurança e pontos de extremidade de toda a rede, visando o controle das ameaças detectadas e o compartilhamento da reputação na nuvem;
  • Visualização da rede com reconhecimento em tempo real da postura de segurança da fonte dos dados em nível de PB, facilitando a pesquisa e o rastreamento em segundos.

Desse modo, com uma solução de ponta, a Huawei entrega às companhias tudo o que elas precisam para fortalecer a estratégia de cibersegurança, garantindo a máxima proteção dos dados corporativos. 

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Escrito por:

Luis Souza

Executivo de vendas com mais de 19 anos de experiência na área de TI / Telecom com perfil consultivo, sempre apoiando o mercado corporativo na transformação digital e adoção de novas soluções para agregar valor aos negócios empresarias. Bacharel em Engenharia Elétrica pela PUC-SP

Executivo de vendas com mais de 19 anos de experiência na área de TI / Telecom com perfil consultivo, sempre apoiando o mercado corporativo na transformação digital e adoção de novas soluções para agregar valor aos negócios empresarias. Bacharel em Engenharia Elétrica pela PUC-SP

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