Diante do avanço da tecnologia, um dos desafios das companhias é investir em uma política consistente de segurança da informação. Proteger a infraestrutura de TI, do hardware ao software, bem como os dados pessoais e empresariais, é indispensável para empresas que desejam garantir a continuidade do negócio.

Neste contexto, a análise de vulnerabilidade é uma das maneiras de proteger os ativos de TI, mantendo a consciência dos riscos em um ambiente corporativo. Desse modo, é possível responder rapidamente a qualquer tipo de ameaça, reduzindo os possíveis impactos. 

Em síntese, esse processo permite identificar e quantificar as vulnerabilidades de segurança no ambiente de uma organização. Um programa abrangente de análise de vulnerabilidade fornece aos gestores de TI o conhecimento, a consciência e o histórico de riscos necessários para entender as ameaças ao seu ambiente e reagir de acordo.

Neste artigo, apresentamos em detalhes o conceito deste processo, seus benefícios e as principais etapas a serem seguidas.

Continue lendo o texto!

O que é a análise de vulnerabilidade? 

Uma avaliação deste tipo consiste no processo de definir, identificar, classificar e priorizar vulnerabilidades em sistemas de computador, aplicativos e infraestruturas de rede. 

A análise de vulnerabilidade também fornece à organização o conhecimento, a consciência e os antecedentes de risco necessários para compreender e reagir às ameaças mapeadas.

Independentemente do porte, todas as organizações podem se beneficiar com a análise de vulnerabilidade. Especialmente para grandes empresas e outras que atuam em segmentos visados, como instituições financeiras e seguradoras, essa é uma prática estratégica e valiosa. Afinal, essas companhias estão expostas ao risco de ataques contínuos.

Em resumo, a análise de vulnerabilidade tem como objetivo identificar ameaças e os riscos que elas representam. 

Geralmente, este tipo de avaliação envolve abordagens manuais combinadas com o uso de ferramentas de teste automatizadas, como scanners de segurança de rede, cujos resultados são listados em um relatório de análise de vulnerabilidade.

Este tipo de avaliação pode ser realizada em vários tipos de sistema. Veja alguns exemplos:

  • tecnologia da informação;
  • comunicação;
  • transporte;
  • abastecimento de água;
  • abastecimento de energia.

A importância da análise de vulnerabilidade

A realização de uma análise de vulnerabilidade é indispensável para que as empresas possam manter suas informações protegidas.

Em um ambiente corporativo, as vulnerabilidades de segurança podem permitir que hackers acessem sistemas e aplicativos de TI. Por isso, é essencial que as empresas identifiquem e corrijam os pontos fracos antes que eles possam ser explorados. 

Neste cenário, uma análise de vulnerabilidade abrangente combinada com um programa de gerenciamento de risco, pode ajudar as empresas a melhorar a segurança de seus sistemas.

Uma avaliação de vulnerabilidade fornece para uma organização:

  • Informações sobre os pontos fracos de segurança em seu ambiente;
  • Orientação sobre como avaliar os riscos associados a essas fraquezas. 

A partir desta prática, a organização obtém uma melhor compreensão de seus ativos, falhas de segurança e risco geral, reduzindo a probabilidade de um cibercriminoso violar seus sistemas.

Tipos de avaliações de vulnerabilidade

As avaliações de vulnerabilidade dependem da descoberta de diferentes tipos de vulnerabilidades de sistema ou rede. Isso significa que o processo inclui o uso de uma variedade de ferramentas, scanners e metodologias para identificar vulnerabilidades, ameaças e riscos.

A seguir, confira alguns dos principais tipos de varreduras de avaliação de vulnerabilidade:

Varreduras baseadas em rede

São usadas para identificar possíveis ataques à segurança da rede: é responsável por detectar sistemas vulneráveis ​​em redes com ou sem fio.

Varreduras baseadas em host

Permitem localizar e identificar vulnerabilidades em servidores, estações de trabalho ou outros hosts de rede.

Este tipo de análise examina portas e serviços que também podem ser expostas em varreduras baseadas em rede, contudo oferece maior visibilidade das definições de configuração e histórico de patch dos sistemas verificados.

Varreduras de rede sem fio

Geralmente este tipo de varredura se concentra em pontos de ataque na infraestrutura das redes Wi-Fi. Além de identificar pontos de acesso não autorizados, uma varredura de rede sem fio também pode validar se a rede de uma empresa está configurada com segurança.

Varreduras de aplicativos

As varreduras de aplicativos são usadas para testar sites, permitindo a detecção de vulnerabilidades de software conhecidas e configurações incorretas em aplicativos de rede ou web.

Varreduras de banco de dados

Permitem identificar os pontos fracos em um banco de dados, a fim de evitar ataques maliciosos, como ataques de injeção de SQL.

4 benefícios da análise de vulnerabilidade

Garantir a segurança de dados para os clientes e parceiros cria uma vantagem competitiva no mercado.

A prática da análise de vulnerabilidade em um ambiente de TI corporativo oferece uma série de vantagens para as organizações. Confira as principais:

Possibilidade de provar que a empresa está segura

As pessoas que confiam seus dados à empresa querem saber se a companhia é capaz de protegê-los. Diante das diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados, fornecer garantia de segurança é um pré-requisito para conquistar e manter negócios.

Desse modo, o sucesso na análise de vulnerabilidade é a melhor maneira de comprovar aos clientes, parceiros e demais stakeholders a segurança de rede robusta, convertendo-a em vantagem competitiva crescente.

Suporte adicional para manter compliance

Se você opera em um setor regulamentado e precisa estar em conformidade com os regulamentos, as práticas rigorosas de gerenciamento de vulnerabilidade são basicamente obrigatórias para se manter em compliance.

A análise de vulnerabilidade da rede também é fundamental para obter e reter certificações de segurança cibernética como a ISO 27001.

Possibilidade de avaliar melhor o desempenho de provedores de serviços de TI terceirizados

Os fornecedores com os quais a empresa trabalha para serviços de TI, como VoIP, backup, e-mail, administração de sistema, etc. estão ajudando ou prejudicando sua postura de segurança?

Uma análise de vulnerabilidade de rede independente pode ser uma excelente “verificação cruzada” no desempenho de terceiros.

Com  frequência, as companhias encontram problemas de rede que estão diretamente relacionados à falha dos provedores de serviços em considerar a segurança.

Orienta os esforços de correção e permite testar a eficácia do sistema

Você está pensando em adquirir um novo serviço ou ferramenta de segurança? Você fez isso recentemente e gostaria de saber mais sobre o desempenho do serviço na rotina da empresa? 

A maioria das avaliações de vulnerabilidade de rede não apenas identificam problemas específicos, mas também ajudam a priorizá-los e desenvolver uma estratégia para lidar com as lacunas mais sérias.

A análise de vulnerabilidade de rede é uma das melhores maneiras de validar medidas de segurança atuais ou criar novas propostas.

As 5 etapas da análise de vulnerabilidade

Para conduzir esse processo, é importante que o gestor e os profissionais de TI sigam alguns passos fundamentais. Somente assim será possível alocar os recursos de segurança da forma mais eficiente possível.

A seguir, listamos as cinco etapas essenciais para uma análise de vulnerabilidade completa. Confira: 

1- Planejamento da análise

É essencial fazer um bom planejamento antes de iniciar a análise de vulnerabilidade.

O ideal é começar determinando quais sistemas e redes serão avaliados, incluindo dispositivos móveis e nuvem. Além disso, é importante identificar onde residem os dados confidenciais e quais dados e sistemas são mais críticos.

Certifique-se de que todos os envolvidos tenham as mesmas expectativas sobre o que a análise de vulnerabilidade irá proporcionar. Lembre-se de manter o diálogo com o time durante todo o processo.

2- Varredura das falhas e fragilidades do sistema

Em seguida, faça uma varredura ativa no sistema ou na rede, manualmente ou por meio de ferramentas automatizadas.

Use o conhecimento sobre ameaças e a vulnerabilidade dos bancos de dados para identificar falhas e fraquezas de segurança. Sabendo isso, avance para a etapa três.

3- Análise detalhada dos pontos de vulnerabilidade

Agora é o momento de fazer uma análise mais detalhada, buscando uma noção clara das causas das vulnerabilidades, do impacto potencial e os métodos sugeridos para correção. 

Cada vulnerabilidade deve ser classificada ou avaliada com base em 3 fatores:

  • dados em risco;
  • gravidade da falha;
  • danos que podem ser causados.

O objetivo é dimensionar a ameaça, obtendo uma noção clara do nível de urgência ou risco de cada falha e seu impacto potencial.

Esse processo gera relatórios completos com pontuações e informações de risco. A etapa final da fase é usar ferramentas de correção para ajustar, configurar ou depurar ativos buscando reduzir ou eliminar os riscos de segurança presentes devido às vulnerabilidades detectadas.

4- Correção das falhas e vulnerabilidades

Finalmente, a análise de vulnerabilidade resulta em um esforço para corrigir as falhas. Seja pela atualização do produto, pela instalação de novas ferramentas de segurança ou até por um conjunto de melhorias nos procedimentos de segurança. 

A classificação dos riscos, realizada na etapa três, ajudará a priorizar esse processo, garantindo que as falhas mais urgentes sejam tratadas primeiro.

Além disso, vale observar que algumas falhas podem gerar um impacto tão pequeno que podem não valer a pena o custo e o tempo de inatividade necessários para a correção.

5- Repetição do processo

É importante que as avaliações de vulnerabilidade sejam realizadas regularmente, pelo menos trimestralmente.

Dependendo das demandas do ambiente de TI, a análise pode ser feita, inclusive, mensalmente ou semanalmente, já que cada avaliação é única e representa apenas a realidade daquele momento. 

Sempre que a área de TI passa a fazer esse tipo de análise regularmente, gerando relatórios, a empresa tem a possibilidade de compreender como sua estratégia de segurança se comportou durante o período.

De maneira resumida, o processo consiste em:

  • Coletar dados e entender as informações coletadas sobre seus sistemas;
  • Fazer uma revisão dos resultados, considerando seus sistemas operacionais, aplicativos, portas e serviços;
  • Descoberta e análise das vulnerabilidades reais e relatórios para fortalecer, configurar ou corrigir a fragilidade encontrada.

Como surgem as vulnerabilidades?

É importante entender como surgem as vulnerabilidades para saber como evitá-las.

Profissionais de segurança da informação, fornecedores de produtos e provedores de serviços estão descobrindo e relatando novas vulnerabilidades diariamente. Essas vulnerabilidades são frequentemente causadas por erros de codificação ou por configurações incorretas de segurança

Na prática, qualquer erro de codificação, incluindo a falha ao verificar a entrada do usuário, permite que os invasores acessem indevidamente a memória do sistema, dados ou executem comandos. Buffer overflow e ataques de injeção são comuns. 

Das vulnerabilidades relatadas no primeiro trimestre de 2017, 68,1% se devem à validação de entrada insuficiente ou inadequada, geralmente permitindo que invasores roubem dados da empresa.

A falha em detectar e reduzir vulnerabilidades gerou 1.254 violações de dados relatadas publicamente apenas no primeiro trimestre de 2017.

Em síntese, a análise de vulnerabilidade aponta os pontos fracos do ambiente de TI, fornecendo orientações sobre como reduzir o risco gerado por cada fragilidade mapeada. 

O processo de análise de vulnerabilidade reduz as chances de um invasor violar os sistemas de TI de uma organização. Isso significa que a companhia obtém uma melhor compreensão dos ativos, das vulnerabilidades e o risco geral para a infraestrutura de TI.

Para organizações que buscam reduzir os riscos de segurança, a análise de vulnerabilidade é um bom ponto de partida. Ele fornece uma avaliação completa de ativos de hardware e software, identificando vulnerabilidades e auxiliando no gerenciamento de riscos diante de um ambiente de ameaças em constante evolução.

É a melhor maneira de evitar que a companhia se depare com as  consequências de qualquer tipo de crime cibernético ou falha no sistema. 

Se você gostou do conteúdo e quer saber mais sobre como manter a segurança das redes e informações dos seus negócios, confira outros artigos do blog e garanta a proteção dos dados da sua companhia.

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Escrito por:

Edson Costa

Graduado em Marketing e Publicidade pela UNIP-SP, pós graduado em Gestão Estratégica de Negócios pelo INPG-SP e Inglês Geral no Instituto de Estudos de Auckland (AIS-NZ).

Graduado em Marketing e Publicidade pela UNIP-SP, pós graduado em Gestão Estratégica de Negócios pelo INPG-SP e Inglês Geral no Instituto de Estudos de Auckland (AIS-NZ).

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