Muito se fala e se questiona sobre o uso de carro autônomo nas cidades, e a previsão é que os veículos L5 totalmente autônomos (AVs) estarão circulando pelas estradas do mundo em 2030, registrando assim um marco tecnológico para a autonomia da IA e energia elétrica que estão em constante evolução.

De transporte público de rota fixa, caminhões de carga e drones de entrega, até os mais complexos conjuntos de tecnologia necessária para veículos autônomos sem rotas fixas, os AVs podem ser uma das tecnologias mais inovadoras dos últimos tempos.

Para 1,3 milhões de pessoas (a média anual global de mortes no trânsito), a adoção da tecnologia significará a diferença entre a vida e a morte. 

Além disso, o número de 9 milhões de pessoas que morrem a cada ano por doenças relacionadas à poluição poderá em breve ser reduzido, já que a mudança prevista de energia elétrica para o carro autônomo eliminará gradualmente uma das maiores fontes de poluição.

A maioria de nós terá mais tempo, devido à conectividade Vehicle-to-Everything e a infraestrutura de tráfego prometem deslocamentos sem esforços e sem engarrafamentos.

Nice, a cidade francesa, atualmente ocupa o primeiro lugar na lista de cidades com melhor deslocamento, mas o tempo médio de viagem ainda é de 40 minutos. 

Viagens sem desgaste é algo que todos queremos, é um grande impulsionador da qualidade de vida, “as pessoas não apreciam nem um pouco os custos psicológicos, emocionais e físicos de tempos de viagem mais longos”, diz um estudo da Harvard Business Review.

Quais as mudanças que os veículos autônomos vão proporcionar para as cidades?

Mas à medida que a humanidade vai diminuindo o ritmo devido à convergência de 5G, Cloud, IoT, IA e outras tecnologias específicas de AVs, um fenômeno que tem se falado com menos frequência é o impacto que os carros sem motorista terão nas cidades, principalmente, mudanças na estética e na dinâmica urbana.

Em 2030, a cidade em que moramos já terá começado a assumir uma aparência muito diferente da de hoje. Confira mais detalhes sobre essas mudanças:

O carro não será mais uma propriedade

Um dos impactos dos veículos autônomos é a diminuição de carros nas ruas.

Haverá muito menos carros nas ruas. Este mesmo estudo, prevê que a propriedade de automóveis nos EUA cairá em 80%, dos 247 milhões de hoje para apenas 44 milhões em 2030. Se isso for verdade em escala global, haverá cerca de 260 milhões de carros em uso no mundo em 2030. 

Um dado interessante: em 2016 havia 1,32 bilhão de carros nas estradas do mundo.

Muitas pessoas amam dirigir, mas além das preocupações ambientais, tem o fato de que não é algo barato. 

Se você vive na Grã-Bretanha, por exemplo, dirigir um carro custa cerca de £2.000 por ano, além do custo de investimento inicial.

Na América, ter um carro, incluindo o reembolso do empréstimo, totaliza cerca de US$8.700 por ano. Em Cingapura, considerando todas as taxas mais o preço de compra, é preciso desembolsar US$110,000 só para colocar um VW Golf na estrada.

Além disso, a maioria dos carros ficam parados a grande parte de sua vida útil, depreciando e enferrujando em uma garagem ou estacionamento.

Mudanças no transporte de passageiros por aplicativos

Atualmente representado por Uber, Lyft, Grab, DiDi e uma série de aplicativos de crowdsourcing de deslocamento, o Transport as a Service (TaaS) tem tudo para evoluir ainda mais com o uso do carro autônomo, criando um serviço sob demanda rápido e eficiente que, graças à nuvem, irá saber sobre a sua trajetória e preferências antes de você embarcar.

Em comparação com os carros de hoje, os veículos autônomos de passageiros provavelmente terão uma vida muito mais ativa, porém mais curta, no modelo TaaS.

Considerando que até 75% das viagens de carro são para ocupação individual, é possível que o formato dos carros futuros seja mais parecido com cápsulas conectáveis, atendendo assim, viagens para um ou vários ocupantes.

O que isso significa para as cidades?

Como já vimos, o carro autônomo vai trazer mudanças significativas para a estética e dinâmica das cidades. Mas quais serão as consequências dessas mudanças? Confira:

Mais espaço

O uso do carro autônomo irá proporcionar uma economia de espaço com estacionamentos.

Com 80% a menos de carros e que raramente ficam parados, não existirá a necessidade de muitas vagas de estacionamento ou de um grande número de estradas.

Considere que 14% de Los Angeles tem estacionamento e que um total de 1 bilhão de vagas de estacionamento estão espalhadas pelos EUA, cada uma ocupando 31 metros quadrados, incluindo o espaço de acesso. 

Em uma escala global, a recuperação de grandes áreas de terra pode possibilitar a sua utilização para outros fins, como: 

  • agricultura;
  • habitação;
  • parques;
  • áreas de lazer;
  • infraestrutura, como escolas e hospitais.

Com o uso de carros sem motorista nas cidades, essas novas possibilidades de utilização do espaço que antes era usado para estacionamento de veículos têm um enorme potencial para melhorar a qualidade de vida e também para cumprir a demanda que só cresce.

O Reino Unido, por exemplo, está enfrentando um backlog de 4 milhões de casas, a estimativa é que a Inglaterra precise construir 340.000 casas por ano até 2031 para atender a demanda.

E o Reino Unido não está sozinho. Com a população mundial aumentando em cerca de 1 bilhão a cada 12 anos, a demanda por habitação e espaço é muito alta

Além disso, o uso de carro autônomo também deve gerar mais dinheiro no cofrinho.

Nos EUA, por exemplo, a construção de requisitos mínimos de estacionamento para um shopping center aumenta os custos de construção em até 67% para estacionamento acima do solo, e quase duplica (93%) para estacionamento subterrâneo.

Quando o estacionamento é necessário para os veículos autônomos, um sistema de empilhamento de veículos mais inteligente, mais eficiente e automatizado pode maximizar ainda mais o espaço liberado e reduzir os custos.

A cidade vai ficar mais bonita e com o ar mais leve

Os veículos autônomos também vão ajudar a manter a cidade mais limpa e menos congestionada.

A ascensão dos carros sem motorista e da economia de espaço pode ter um grande impacto na aparência da cidade, como o espaço que é alocado e como a densidade populacional é concentrada. 

É provável que surja um espaço mais verde e mais limpo, e os fatores que diminuem a qualidade de vida, como o congestionamento e a superlotação diminuirão, apesar do aumento da população.

Além disso, combinando o uso do carro autônomo nas cidades com o aumento das pessoas trabalhando em casa, o trânsito fica mais rápido, com rota otimizada que reduz o tempo de viagem e elimina o congestionamento.

Isso significa que as pessoas terão a liberdade de viver mais longe do trabalho, o que pode resultar em uma melhor distribuição populacional e o desaparecimento gradual de centros financeiros.

Mas, ainda há um caminho a percorrer até que as nossas cidades comecem a se parecer com as impressões futurísticas e utópicas dos filmes, com drones voadores e edifícios cobertos por vegetação que despertam a imaginação.

E há muitas barreiras a vencer antes que os veículos se tornem totalmente autônomos, mas o futuro é certo e o caminho a seguir é positivo.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre os impactos que os veículos autônomos podem trazer para as cidades e para a vida das pessoas, deixe a sua opinião:

A ideia de comprar um carro autônomo atrai você ou não? Você vai sentir falta de dirigir quando a autonomia total se tornar a principal?

E para ler mais conteúdos como este, confira o blog Huawei Cloud e fique por dentro das principais tendências e tecnologias que estão mudando o mercado.

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